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País vive a maior onda de alta do custo da comida dos últimos 18 anos
Postado em 22/03/2021

Alta do preço de alimentos é três vezes superior à inflação

Em 12 meses desde o início da pandemia do coronavírus, o preço dos alimentos subiu 15% no país, quase o triplo da taxa oficial de inflação do período, que ficou em 5,20%, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Foi a primeira divulgação do IPCA compreendendo 12 meses sob influência da pandemia, decretada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) no dia 11 de março de 2020.
Com forte pressão dos reajustes da gasolina, o índice voltou a acelerar em fevereiro, fechando o mês em 0,86%, e 0,25% no mês anterior. Segundo o IBGE, foi a maior alta para fevereiro desde 2016.
Entre os grupos de alimentos pesquisados pelo IBGE, as maiores altas ocorreram em cereais, leguminosas e oleaginosas (57,83%), óleos e gorduras (55,98%), tubérculos, raízes e legumes (31,62%), carnes (29,51%) e frutas 27,09%.
Alta no custo de vida
Em 2020 o governo chegou a anunciar medidas para tentar conter a escalada, como a isenção de impostos para a importação de arroz, soja e milho, mas os impactos foram pequenos. Nas últimas semanas, alta do custo de vida é tema de campanhas contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais.
A alta é explicada pelo mercado como um efeito combinado de uma mudança na cesta de consumo do brasileiro, que passou a comer mais em casa, aliada ao aumento da demanda internacional por commodities agrícolas e desvalorização cambial, que impacta o preço dos produtos em reais.
Principais altas em 12 meses
Pelo lado da demana interna, os efeitos do desemprego foram parcialmente compensados pela distribuição do auxílio emergencial pelo governo. Ainda assim, diz Passabom, a escalada dos preços dos alimentos come uma parcela cada vez maior da renda das famílias, principalmente as de renda mais baixa.
Os efeitos desse cenário adverso, diz, devem ter impactos no ritmo do consumo e ajudar a segurar a atividade econômica este ano.
Segundo o IBGE, a suspensão do auxílio emergencial teve efeitos nas gôndolas: com menor procura, a inflação dos alimentos desacelera desde o fim de 2020.

Em fevereiro, o grupo alimentos e bebidas teve inflação de 0,27%, menos do que os 1,02% registrados em janeiro, quedas nos preços de produtos como batata-inglesa (-14,70%), tomate (-8,55%), leite longa vida (-3,30%) e óleo de soja (-3,15%).

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