Sartori: "Provamos que é possível fazer governo sem demagogia nem ilusões"

por Jornal Canudos

Com a definição dos candidatos a governador do estado, o Jornal Canudos realiza entrevistas com os postulantes ao cargo máximo do Executivo gaúcho que vêm a Novo Hamburgo. A reportagem preparou cinco perguntas, feitas de igual modo para todos eles, com o objetivo de promover o debate de ideias e o fortalecimento da democracia. Confira a entrevista realizada com o candidato do MDB ao governo do estado, José Ivo Sartori.

Caso reeleito governador, qual sua prioridade de investimentos para o estado do Rio Grande do Sul?

Avançar na modernização do Estado e no reequilíbrio financeiro para que o setor público atenda aos que mais precisam. Para garantir novas contratações de servidores, pagar salários em dia, promover reformas em escolas e prestação de serviços com mais qualidade, temos um plano: aderir ao Regime de Recuperação Fiscal e privatizar ou federalizar a CEEE, CRM e Sulgás. Isto vai possibilitar a suspensão do pagamento da dívida com a União por três anos dando um alívio de R$ 11 bilhões. Esses recursos somados aos das estatais serão investidos em Educação, Segurança, Saúde, Infraestrutura e Políticas Sociais.

Na sua opinião, o Rio Grande do Sul passa por uma crise? Por que?

Há quarenta anos o Estado gasta mais do que arrecada. Hoje mal se consegue pagar os salários do funcionalismo, e a capacidade de investimento é pequena. Pela primeira vez na história, não podemos buscar um centavo de empréstimo. Enfrentamos essa situação com gestão e diminuímos a projeção de um rombo financeiro de R$ 25,5 bilhões para cerca de R$ 8 bilhões renegociando a dívida com o governo federal, cortando gastos e enxugando a estrutura pública.

Como governar de maneira eficiente com os municípios, com as pautas municipalistas, como a segurança pública e educação, e com a União, principalmente com relação ao tamanho da dívida estadual?

É importante que cada esfera de poder, seja municipal, federal, ou estadual, compartilhem soluções no enfrentamento das dificuldades. Quando assumimos, em 2015, iniciamos um processo de cooperação junto aos municípios nas principais áreas. Na Segurança, implantamos o Sistema de Segurança Integrada, que já é realidade em mais de 420 municípios. Na Saúde, a regionalização de partos tem qualificado a atenção às gestantes e recém-nascidos, garantindo, juntamente com outras ações, que o estado atingisse o menor índice de mortalidade infantil da história. Vamos ajustar o perfil da prestação de serviços de saúde ao momento de transição com o aumento da população idosa e agilizar o acesso a consultas de baixa complexidade, regionalizando o atendimento. Ampliamos também o número de escolas em tempo integral e promovemos mais de mil obras e reformas em colégios. Vamos promover uma formação docente de forma permanente e tornar o ensino atrativo e adequado às necessidades e aos interesses dos jovens com métodos alinhados às novas tecnologias de informação. Nestes quatro anos, renegociamos a dívida do Estado com a União, reduzindo os juros de 6% para 4% e ampliando o prazo de pagamento, o que representa uma redução de R$ 22 bilhões até 2028. Economizamos R$ 1 bilhão por ano cortando gastos e enxugando a estrutura.

Como fazer, na sua opinião, com que a população passe a confiar na política? Que essa confiança com a política passe a fazer parte do cotidiano dos cidadãos?

Apesar de o país passar por um momento em que há uma generalização em relação à política, durante nosso governo provamos que é possível fazer política sem demagogia nem ilusões. Com coragem implantamos medidas impopulares que estão colocando o Rio Grande no rumo certo. O eleitor já sabe que não existem soluções mágicas e espera propostas realistas e verdadeiras. As nossas são claras e já vem sendo postas em prática desde 2015. A população gaúcha já tem consciência do tamanho do problema e das medidas que implantamos e que estamos colocando em prática.

Um recado para a comunidade do bairro Canudos, o maior do interior do Estado, com cerca de 70 mil habitantes, e para a cidade de Novo Hamburgo.

Estamos fazendo o que precisa ser feito para que o governo tenha condições de oferecer serviços melhores nas áreas essenciais, educação, saúde, segurança, infraestrutura e políticas sociais. Na região metropolitana, estamos concluindo a duplicação da ERS-118, uma demanda histórica, e construímos a parceria público-privada da Corsan, que vai universalizar o tratamento de esgoto na região. Em Novo Hamburgo, conseguimos reduzir em 51% os casos de homicídios. Também estamos tirando do papel a ponte sobre o Arroio Pampa, na Avenida dos Municípios, que está em fase de conclusão. Já conseguimos avanços importantes, mas é preciso continuidade. O nosso projeto para recuperação do Rio Grande do Sul está em andamento e não pode voltar à estaca zero mais uma vez. Com responsabilidade, vamos conseguir que o Rio Grande do Sul volte a ser um Estado próspero e com oportunidades a todos os gaúchos.

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