Diretor de empresa hamburguense deve comandar sindicato do setor plástico

por Jornal Canudos

Se depender dos associados do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), o próximo presidente tem raízes empresariais em Novo Hamburgo. O atual diretor, o industrial Gerson Albano Haas, da empresa Soprasinos, sediada no bairro Rondônia desde 1995, é candidato em chapa única em um pleito que ocorre na terça-feira (11), na FIERGS, em Porto Alegre.

A eleição ocorre durante a feira Energiplast, que chega à 9ª edição em 2018. Em entrevista ao Jornal Canudos, o futuro presidente comenta sobre a importância do setor plástico, responsável por 12% do PIB gaúcho, segundo ele.

O Sinplast, fundado em 1982, congrega, atualmente, mais de 800 empresas do setor no estado. Gerson ficará no cargo na gestão 2018-2021.

Entrevista - Gerson Albano Haas

Qual sua expectativa para esta eleição?

É muito grande, em termos de melhorar a imagem do plástico em geral, que está sendo muito atacado neste momento. Todo este material pós-consumo tem bom valor, e existe muita gente que vive disto. O plástico tem de ser reaproveitado, feitas peças novas com ele. O canudinho muito é atacado hoje, mas ele não vai parar sozinho no ambiente. Alguém com falta de consciência ambiental deixou aquele produto lá. Somos um dos países que mais recicla no mundo, mas ainda é um índice baixo. 90% dos alimentos que nós consumimos são embalados com plástico e nos proporcionam conservação de longa data. A água encanada que temos dentro das nossas casas, o esgoto sanitário, também são levados através do plástico. São canos de PVC, duráveis e baratos.

Qual o tamanho da indústria e qual sua importância para a economia gaúcha?

O plástico, hoje, gera em torno de 12% do PIB gaúcho. É um número bastante expressivo, temos mais de 700 empresas do setor no Rio Grande do Sul, que geram em torno de 30 mil empregos diretos. O plástico tem tudo para ser ainda mais forte. Temos, ainda, a indústria petroquímica aqui no estado, que fabrica para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da Braskem, a maior empresa de plástico da América Latina.

O setor plástico passa por alguma crise?

Temos crescimento superior ao restante do estado e do país, mas estamos sofrendo bastante com o dólar agora, porque o plástico é commodity. Com a disparada destes últimos dias, o produto aumenta junto. Isso que está nos atrapalhando. Quando aumenta o preço, diminui o consumo, porque o próprio consumidor não tem mais dinheiro para comprar, reduzindo também a compra.

Como foi, para o senhor, se candidatar à presidência do Sinplast?

Temos trabalhado nisto há mais um ano, negociando com todos. Fizemos uma chapa muito forte. Meus diretores, todos os auxiliares são pessoas de empresas fortes. Foi negociado para que chegássemos numa chapa de consenso e com apoio de toda a economia gaúcha na área do plástico. Queremos promover este crescimento, trazer o associado mais próximo do Sinplast.

Quais suas expectativas em relação às eleições gerais de outubro, em termos de governo do estado?

Nossa expectativa é que seja um governo que consiga promover um crescimento na economia gaúcha, não apenas no plástico, mas no geral, que consiga trabalhar, trazer empresas e valorizar as que estão aqui. A forma de crescimento que temos é reduzir a tributação, pois nossa carga tributária é excessiva, e com isso automaticamente a economia começa a crescer. Isso é uma regra que já existe. O Trump fez isto nos Estados Unidos: reduziu a tributação e, com isso, a economia está “bombando” por lá.

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