Rossetto: "Primeira ação será pagar os salários em dia de servidores"

por Jornal Canudos

Com a definição dos candidatos a governador do estado, o Jornal Canudos inicia entrevistas com os postulantes ao cargo máximo do Executivo gaúcho que vêm a Novo Hamburgo. A reportagem preparou cinco perguntas, feitas de igual modo para todos eles, com o objetivo de promover o debate de ideias e o fortalecimento da democracia.
Confira a entrevista realizada com o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo do estado, Miguel Rossetto.

Caso eleito governador, qual sua prioridade de investimentos para o estado do Rio Grande do Sul?

Primeira ação como governador será pagar em dia os salários dos servidores. Nós temos que encerrar essa relação desrespeitosa com quem trabalha, está na escola pública, e quem está garantindo segurança para o povo gaúcho. Nós vamos pagar salários em dia de professores, policiais, e iniciar uma profunda reorganização da escola pública, da segurança pública, e da saúde em nosso estado. Estas serão as grandes iniciativas, as primeiras como governador eleito. Eu quero que o povo gaúcho viva bem, num ambiente de tranquilidade e de segurança. Vivemos, hoje, com medo, e temos que mudar essa situação.

Na sua opinião, o Rio Grande do Sul passa por uma crise? Por que?

Uma crise grave, provocada pela recessão do governo Temer e ampliada pela incompetência do governo Sartori. O governo estadual aprofunda a crise, trabalha pouco, trabalha mal, e tem demonstrado uma incompetência brutal. Queremos mudar o Brasil, por isso Lula presidente, Haddad presidente, Manuela presidente, esta é nossa chapa. O Brasil precisa voltar a crescer, respeitar seu povo, gerar trabalho e emprego. Investir, como investimos com o governo do presidente Lula e da presidenta Dilma. E o Rio Grande do Sul precisa se desenvolver, trabalho e emprego, geração de riqueza no nosso estado. Essa é uma prioridade. São 510 mil desempregados no Rio Grande do Sul hoje. Isso é inaceitável, especialmente à nossa juventude. Temos uma indústria forte, uma agropecuária forte, e esta é uma região que tem uma capacidade enorme de recuperação econômica. Temos uma indústria coureiro-calçadista, moveleiro, química, metal-mecânica importantes, e universidades também importantes. Vamos liderar uma agenda de desenvolvimento econômico com trabalho, emprego, a partir de uma forte integração entre a indústria e nossas universidades.

Como governar de maneira eficiente com os municípios, com as pautas municipalistas, como a segurança pública e educação, e com a União, principalmente com relação ao tamanho da dívida estadual?

Governar significa fazer escolhas, prioridades. Vou construir essas prioridades para recuperar os serviços públicos no estado e uma agenda de desenvolvimento a partir de um diálogo com a sociedade. A marca do meu governo será a marca da participação popular, do diálogo, recuperando conselhos setoriais, orçamento participativo, uma sabedoria imensa do nosso povo, trabalhadores, empresários, professores, enfim, agricultores, e essa sabedoria será convidada para participar da recuperação do Rio Grande do Sul. E, ao mesmo tempo, um ambiente de cooperação com os municípios a partir de pautas muito concretas. Nós vamos convidar, municípios, gestores da saúde pública, reorganizar o sistema de saúde único no estado. O governo estadual deve assegurar seus 12%, que é uma exigência legal, garantir um planejamento financeiro regular desses repasses e auxiliar na coordenação junto com os municípios, os gestores do Sistema Único de Saúde, uma qualificação da rede hospitalar, das redes de atendimento básico e de serviços especializados. O SUS é uma vitória, um patrimônio. Agora, precisa melhorar, as pessoas precisam ter o médico na hora certa, a consulta especializada na hora certa. Vamos governar com diálogo, cooperação, e vamos exigir do governo federal aquilo que é um direito do povo gaúcho. Nós já pagamos uma dívida mal negociada por 20 anos, que nos tira R$ 4 bilhões por ano. Vou negociar com o próximo presidente em condições justas esta dívida, priorizando a dívida que o governo do estado tem com o povo gaúcho. Vamos buscar uma equação justa a partir dos interesses do estado do Rio Grande do Sul.

Como fazer, na sua opinião, com que a população passe a confiar na política? Que essa confiança com a política passe a fazer parte do cotidiano dos cidadãos?

Honrando compromissos, dialogando, escutando a população, fazendo o governo próximo da comunidade, honrando esses compromissos em ações concretas por parte do governo. Nós governamos o Rio Grande do Sul com Olívio Dutra e Tarso Genro. Nós não escondemos a nossa história, fomos governos construtores, governamos em momentos de enorme dificuldade. Nunca atrasamos salários, investimos na escola pública, construímos a Uergs, investimos na nossa rede de saúde, investimos na segurança pública, valorizamos os policiais. Somos um governo que tem uma história de construção, sabemos governar. E eu tenho experiência de governo em situações de crise e dificuldade. Quando fui vice-governador com Olívio reorganizamos o Rio Grande a partir do desastre que foi o governo Britto, do MDB, em 1998, e do Fernando Henrique a nível nacional. É esta experiência de governar que eu tenho, como vice-governador, como ministro da Previdência, do Trabalho, do Desenvolvimento Agrário, que eu quero levar para o governo do estado. Eu tenho total confiança na capacidade de superação desta crise, retomando uma agenda de desenvolvimento social e econômico.

Um recado para a comunidade do bairro Canudos, o maior do interior do Estado, com cerca de 70 mil habitantes, e para a cidade de Novo Hamburgo.

Uma mensagem de participação ativa no processo eleitoral. Essas eleições serão feitas a partir de seis escolhas. Nós vamos escolher a presidência da República, Senado da República, Câmara Federal, o Poder Estadual com o governo e a Assembleia. As opções, as escolhas que serão feitas aqui vão determinar o futuro do Brasil e do Rio Grande do Sul. Portanto, participem ativamente, acompanhem e façam as escolhas do Brasil e do estado. A escolha que estamos oferecendo é Lula para presidente, a nossa história com Lula e com Dilma, agora com Haddad e Manuela. A escolha que represento, é a escolha que já governou com Olívio e Tarso, e a partir desta experiência quer governar com participação popular, transparência e diálogo permanente. Construir o Rio Grande justo para todos os gaúchos e gaúchas, com trabalho e emprego, segurança e uma boa escola pública para o nosso povo.

 

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