Em dez anos, triplica número de mulheres flagradas dirigindo alcoolizadas no RS

por Jornal Canudos

Levantamento feito pelo DetranRS para os dez anos da promulgação da Lei Seca no estado aponta que a proporção de mulheres flagradas dirigindo embriagadas mais do que triplicou no período. Em 2008, elas eram 2,6% do total de flagrantes, já em 2017, foram 8,6%. Apesar disto, os números mostram que elas ainda são minoria, entre as pessoas dirigindo sob efeito de álcool.

Segundo o órgão estadual, o número acompanhou o crescimento da participação delas no cadastro de condutores. No ano passado, elas eram 34% do total de motoristas registrados; em 2008, representavam 28%. Outros dados também foram compilados pelo Detran, embora o único que tenha apresentado diferença significativa foi justamente a variação entre sexos na proporção de motoristas.

De 2008 a 2017, foram registradas 174 mil infrações por embriaguez no RS (teste positivo e recusa ao etilômetro). O número de autuações, por exemplo, que desde 2008 vinha crescendo ano a ano - com exceção de 2013 -, começou a cair em 2015 e se estabilizou nos últimos três anos, com cerca de 21 mil autuações  por embriaguez ao ano.

Outro dado que chama a atenção do DetranRS é o número de motoristas com registro de atividade remunerada flagrados dirigindo alcoolizados no estado. No período de dez anos, eles foram 22% dos flagrados sob o efeito de álcool, e representam 15% do cadastro de condutores.

O que é a Lei Seca

A lei federal 11.705 entrou em vigor em 19 de junho de 2008, vetando qualquer quantidade de álcool no sangue enquanto o condutor estivesse no volante. Antes, o limite era de seis decigramas por litro de sangue.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinava as margens de tolerância em 0,10 miligramas de álcool por litro de ar alveolar que, somada a margem de erro, chegava a 0,14. Mais tarde, a Lei 12.760/12 (Nova Lei Seca) limitou ainda mais a quantidade. Atualmente, o limite é somente a margem de erro do etilômetro.

 

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