Mais de 90% dos deputados federais tentarão reeleição em outubro

por Jornal Canudos

Levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que mais de 90% dos 513 deputados federais pretende concorrer novamente ao cargo em outubro. A expectativa é que o número de candidatos à reeleição seja de 410, no mínimo, e de 480, no máximo.

A pesquisa indica que 33 deputados já decidiram não se recandidatar – sendo 21 (4,09%) por desistência e 13 (2,53%) porque resolveram disputar outros cargos. Outros 70 (13,65%) admitem concorrer ao Senado, a presidente da República, a governador e vice-governador ou a deputado estadual.

O ranking foi divulgado em março e deve ser atualizado após as definições de convenções partidárias, que ocorrem até domingo (5), mas o Diap projeta que permaneçam inalterados.

A necessidade de foro privilegiado a parlamentares que respondem a ações na Justiça, base consolidada nas regiões de atuação política e a redução no tempo de campanha ,de 90 para 45 dias, favorecem os candidatos ao mesmo cargo, avalia o diretor do Diap, Antônio Augusto de Queiroz.

Segundo ele, a mudança na legislação, com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual se permite a troca de sigla) também deram aos parlamentares que hoje estão no mandato a possibilidade de negociar dentro dos partidos. Dessa forma, deputados federais puderam negociar melhores condições de recursos nas campanhas e prioridade no horário eleitoral.

Recordes absolutos

Recordista no número de mandatos como deputado federal pelo Piauí, Paes Landim (PTB) exerce o cargo desde 1987. Aos 81 anos, o parlamentar disputará uma vaga pela nona vez consecutiva.

“Quem tem muito dinheiro certamente terá vantagem nessas eleições, até porque não há uma fiscalização adequada. A luta é difícil, mas não posso largar a política”, disse Landim.

Desde 1971 na Câmara, Miro Teixeira (Rede-RJ) é o deputado mais antigo em exercício, com 11 mandatos ocupando uma vaga na Casa. Nas próximas eleições, no entanto, o parlamentar tentará concorrer ao Senado. “Para partidos menores ficou mais difícil a disputa eleitoral. A repartição do financiamento pelo fundo eleitoral também está mais complexa. Mas, neste ano a disputa será pelo Senado”, disse.

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