Obra da Casa de Bombas da Kipling segue sem previsão de término

por Jornal Canudos

Um das principais obras do projeto de regularização fundiária da região da Vila Kipling, no bairro Canudos, a Casa de Bombas, no final do Arroio Pampa, segue sem data para ser entregue. A obra, localizada na Rua Assis Brasil, junto à Avenida Alcântara, já está com a estrutura pronta, porém, segundo a Prefeitura, uma série de impedimentos fez com que o projeto, criado para evitar os históricos alagamentos na área, fosse concluído até o momento.

O Executivo lançou o edital de concorrência para regularização fundiária da Kipling ainda em 2013, para obras de drenagem pluvial, esgoto cloacal, rede de água e luz, pavimentação e a própria casa de bombas. Em ofício à Câmara, a Prefeitura diz que esta última não foi finalizada, pois a obra do espaço deve ser concluída após o término da revitalização da Alcântara, que está em andamento. O projeto seguiu, e, em 2016, estava cerca de 90% pronto.

O contrato, também de R$ 15 milhões, também foi prorrogado ao menos seis vezes pela Construsinos, empresa vencedora da licitação, com o último prazo contratual encerrando na sexta-feira (22). Segundo o Tribunal de Contas estadual (TCE-RS), o valor total do projeto de regularização fundiária, que inclui todos os itens citados, chega a R$ 21,4 milhões, ou seja, o preço original já foi reajustado em mais de 42%.

Justificativas

Entre as justificativas para os aumentos, segundo a construtora, estão desde a variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) do período, outras inundações decorrentes de períodos climáticos de chuvas, dificuldade na remoção de cercas e muros próximos, até a resistência de moradores em serem encaminhados para outros locais.

No valor do projeto da Casa de Bombas não está incluída a compra dos cinco equipamentos necessários para o funcionamento da estação. Elas foram retiradas do projeto original para evitar que fossem “furtadas, depredadas ou perdessem sua garantia”. O preço licitado de todas elas, mais mão-de-obra, supera R$ 1 milhão.

De acordo com a Prefeitura, em razão do vandalismo registrado na obra, a Construsinos registrou ocorrência na Polícia Civil, e a empresa foi responsabilizada pela Secretaria de Obras, referente à reparação dos danos ao espaço. “Já levaram portas, janelas, tudo o que foi possível daqui”, afirmou um morador da Vila Kipling ao Jornal Canudos, que não quis se identificar.

Enquanto isso, o espaço externo da casa de bombas é utilizado apenas como estacionamento de veículos que realizam as outras obras, como a ponte da Avenida dos Municípios e a revitalização da Alcântara. Os alagamentos, conforme relatos dos moradores, também continuam.

 

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