Faltam quase 40 professores na rede municipal de ensino, diz sindicato

por Jornal Canudos

Faltam 39 professores na rede de ensino do Município com carga horária de 20 horas, conforme levantamento do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindprofNH). Os dados obtidos pelo Jornal Canudos diferem pouco da projeção feita pelo sindicato, que estimava 35 docentes a menos do que o necessário nas EMEFs e EMEIs.

Para realizar o estudo, o sindicato entrou em contato com as 86 escolas da cidade. Para a 2ª tesoureira do SindprofNH, Marcia Fernandes, o número é preocupante, mesmo representando cerca de 2% do total de professores do Município, que somam 1,6 mil profissionais.

“A ideia do levantamento surgiu a partir da própria demanda dos docentes. Alguns se sentem sobrecarregados, pois são obrigados a atender mais turmas nos casos em que há falta delas”, relata Marcia. “A falta de um professor nas séries iniciais significa uma turma inteira sem aulas, e nas séries finais, representa mais turmas”.

O mais recente projeto da Prefeitura para contratação temporária de docentes é de março deste ano. O Município foi autorizado a chamar 155 profissionais, mas que apenas substituem outros que estão ingressando em licença. Para o sindicato, a matéria não resolve o problema, embora reconheça que o déficit poderia ser ainda maior não fosse a proposta, também aprovada na Câmara.

“A Secretaria de Educação está convocando, ainda que em ritmo lento. O processo seletivo leva um tempo, e enquanto isso os colégios ficam sem professores. Acredito que poderiam ser chamadas mais pessoas por vez. Eles [Secretaria] disseram que convocam na medida do possível”, diz Marcia. A 2ª tesoureira se refere aos frequentes avisos publicados pela Secretaria de Administração que convocam professores para atuar nas escolas municipais. Em média, são dois chamamentos por mês. Estão sendo chamados os aprovados ou que estão em cadastro reserva de dois concursos públicos feitos em 2015. A lista completa, também com o nome dos convocados, está no site da Prefeitura.

Outra preocupação é com a desistência. Segundo Marcia, a burocracia e a falta de um plano municipal de carreira faz com que muitos profissionais desistam de atuar. “A solução mais adequada para esses casos está no chamamento dos aprovados em concurso público e que ainda estão no aguardo.”

Prefeitura nega

A diretora de educação da secretaria Municipal de Educação (Smed), Neide Vargas, aponta que o número apontado pelo SindprofNH não procede. “Somente em 2017, foram chamados 221 professores aprovados em concurso, e em 2018, até o momento, são 135”, aponta. “Existe, sim, um trâmite legal necessário para que eles iniciem as atividades, mas a secretaria está sempre muito atenta à demanda. Temos um setor específico responsável pelo quadro funcional das escolas, e damos todo o encaminhamento para vagas em aberto”.

Segundo ela, o plano de carreira dos professores já foi readequado pela nova Administração no ano passado. “Acho precipitado dizer que ele é insuficiente”, afirma. O projeto de lei do Executivo que trata do assunto foi aprovado na Câmara em junho do ano passado, inclusive recebendo a inclusão de demandas do próprio SindprofNH.

Falta de professores

Professor em sala de aula e apoio: 27

Laboratórios de aprendizagem (para alunos com dificuldade em aprender): 6

Laboratórios de informática: 4

Apoio à inclusão (geralmente estagiários): 2

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