Terceirização da mão de obra no calçado preocupa TRT de Novo Hamburgo

por Jornal Canudos

Abril é o mês em que é reforçada a conscientização por acidentes no trabalho, por meio da campanha nacional Abril Verde. Em Novo Hamburgo, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), as unidades judiciárias receberam, somente no ano passado, 340 processos em que os autores pedem indenizações por acidentes ou doenças laborais.

Conforme o juiz Rubens Fernando Clamer dos Santos Júnior, titular da 4ª Vara do Trabalho do Município, um movimento ocorrido ao longo dos últimos anos no polo calçadista causa preocupação. Para reduzir custos, muitas indústrias – inclusive as grandes – estão terceirizando a mão de obra, contratando pequenos ateliês para a confecção dos calçados.

“Geralmente esses estabelecimentos são fábricas pequenas, de núcleo familiar. Não têm organização e estrutura suficientes para prevenção e treinamento. Além disso, muitos utilizam maquinário obsoleto e sem a devida manutenção, não garantindo proteção a quem o opera”, afirma o magistrado.

Outros segmentos

Não é apenas o segmento calçadista que preocupa na cidade, segundo Rubens, mas também os segmentos de comércio e serviços. Segundo ele, são comuns lesões causadas por problemas de ergonomia e esforços repetitivos, afetando coluna, ombros, braços e pulsos de trabalhadores, por exemplo.

Nestes casos, a prevenção também é a solução recomendada. “Às vezes, o cuidado é simples e mesmo assim a empresa negligencia”, comenta.

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Já foi notícia

Os acidentes de trabalho em Novo Hamburgo foram manchete do Jornal Canudos na edição 536, dos dias 23 a 29 de março de 2018. Na ocasião, o jornal publicou dados do Observatório Digital de Segurança e Saúde no Trabalho. O levantamento aponta que, entre 2012 e 2017, foram notificados 5.027 acidentes ou doenças do trabalho em Novo Hamburgo, com 16 mortes.

Nesse mesmo período, foram expedidos 2.281 auxílios-doença por acidente ou doença laboral na cidade. O impacto desses afastamentos para o INSS foi de R$ 20,5 milhões, com a perda de mais de 432 mil dias de trabalho.

 

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