Associação para autistas em Novo Hamburgo pede ajuda para seguir atendendo

por Jornal Canudos
A estagiária de Psicologia Leticia Heldt, Sandra e Vivian
A estagiária de Psicologia Leticia Heldt, Sandra e Vivian

Na foto: A estagiária de Psicologia Leticia Heldt, Sandra e Vivian

Uma entidade sem fins lucrativos no bairro São Jorge, em Novo Hamburgo, segue na luta por uma sede própria, onde poderá atender crianças com autismo. A Associação de Pais e Amigos do Autista de Novo Hamburgo (AMA NH) funciona atualmente em um local improvisado, na casa de sua presidente, Sandra da Rosa, que também é mãe de um menino com o distúrbio.

Cinco crianças são atendidas pela entidade, que realiza trabalhos pedagógicos e de estímulo à coordenação. Segundo Sandra, a AMA NH sobrevive por meio de doações, e todo o trabalho realizado é voluntário e gratuito. “Temos uma estagiária de psicologia, que vem de Campo Bom, e uma pedagoga, que atuam conosco”, afirma. Os atendimentos são feitos todas as quartas-feiras à tarde.

A associação foi estabelecida em 2014, mas logo fechou as portas. Em fevereiro do ano passado, reabriu, e desde então vem realizando ações de arrecadação, por meio de parcerias com empresas e com a Prefeitura Municipal. Eles já receberam roupas, brinquedos, bolsas e calçados, e muitos destes materiais foram comercializados em um brechó feito no sábado (14), no Centro. O montante arrecadado foi utilizado para a compra de uma impressora.

Conforme Sandra, estudantes da Fundação Liberato também estão desenvolvendo uma espécie de “luva” para auxiliar os pacientes atendidos pela entidade no manejo de objetos.

Vaquinha

No ano passado, a AMA NH criou o “Projeto Vakinha”, que também visa arrecadar recursos para manter a futura sede por um ano. A entidade pede R$ 59,4 mil, mas, até o fechamento desta edição, apenas R$ 620, ou pouco mais de 1%, havia sido conquistado.

Até o momento, isto não compromete os atendimentos da associação, mas impede o crescimento. “Ainda não temos condições de atender mais pessoas”, explica a presidente. Para contornar o problema, a entidade criou um grupo com sessenta pais e professores no aplicativo de mensagens WhatsApp para trocar experiências sobre o autismo. Ali, são tiradas dúvidas sobre o que é o distúrbio, e repassadas orientações.

Para a conselheira da AMA NH Vivian Heydrich Machado, que também é mãe de um menino autista, o que move o projeto é o amor e a esperança. “A gente quer poder dar um futuro melhor para nossos filhos, um lugar em que eles possam ter esta estabilidade”, afirma.

O que é

O autismo é uma condição caracterizada pelo declínio no desenvolvimento das habilidades sociais, comunicativas e cognitivas, podendo causar problemas na coordenação motora e aprendizagem. Está dentro de um grupo de condições chamadas de TEA (Transtornos do Espectro Autista), e pode ser classificado como leve, moderado ou grave.

Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo são autistas, e no Brasil, o único estudo sobre epidemiologia foi realizado em 2011, na cidade paulista de Atibaia, resultando em um caso a cada 367 crianças. Em Novo Hamburgo, a Prefeitura afirma que 48 alunos da Rede Municipal de Ensino têm o distúrbio. O dado municipal é de outubro de 2017.

Como ajudar

- A entidade precisa de doações de roupas, calçados, brinquedos pedagógicos, livros, instrumentos musicais e materiais específicos para trabalhar com o autismo. Novos voluntários também são bem-vindos.

- A vaquinha pode ser acessada no endereço http://bit.ly/vakinhaamanh. A campanha segue até o dia 1º de setembro.

- Um novo brechó da entidade ocorre no sábado (28), na Praça do Imigrante, no Centro. No dia, também será realizado o 1º Pedágio Solidário da AMA-NH, na esquina da Av. Pedro Adams Filho com a Rua Lima e Silva. Ambos ocorrem das 9h às 12h.

- Mais informações pelo telefone (51) 98112-3273, com Sandra, ou na página www.facebook.com/autistanh.

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