Novo Hamburgo tem o maior número de orelhões com defeito no RS

por Jornal Canudos

A telefonia é atualmente um serviço universal e quase todos têm smartphones para realização e recebimento de chamadas, além de diversos outros serviços. Mas houve um tempo em que ter um telefone era um luxo restrito a poucos, quanto mais um aparelho celular. Até hoje, pelas ruas, orelhões fazem parte da paisagem urbana, e se são pouco utilizados, sua conservação ainda é obrigatória.

Levantamento feito pelo Jornal Canudos a partir de dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que Novo Hamburgo possui 914 telefones públicos, e destes, 73,8%, ou 675, estão funcionando.

Parece muito, mas, se observarmos o contrário, o número assusta: o Município tem outros 239 orelhões em manutenção (26,1%), o segundo pior índice do Rio Grande do Sul. A cidade é a oitava no ranking de aparelhos deste tipo no Estado. A última atualização do índice foi na quinta-feira (1º).

O Jornal Canudos visitou alguns pontos ao longo da semana e constatou a falta de manutenção de vários aparelhos, alguns com defeito há anos.

Por bairro

O jornal também levantou os dados por bairro. Canudos, o mais populoso da cidade, concentra um em cada cinco telefones públicos de Novo Hamburgo (20,6%, ou 189 aparelhos, dos quais 140 estão disponíveis), seguido do Centro, com um total de 130 (14,2%). Dois terços dos orelhões dos bairros Boa Vista e Vila Nova, 40% do Industrial e Petrópolis e 11% dos telefones públicos do Pátria Nova precisam de manutenção.

O Rio Grande do Sul possui 44.234 telefones públicos instalados, e destes, 38.141 (86,2%) estão disponíveis e 6.093 estão em manutenção. Uma norma da Anatel estabelece que a operadora de telefonia deve disponibilizar ligações locais e de longa distância nacional a partir destes aparelhos para Estados que não atingem um mínimo de 90% de disponibilidade.

No último levantamento feito pelo órgão, em agosto do ano passado, 92% dos orelhões do RS funcionavam. Novos índices devem ser divulgados no final deste mês.

Vandalismo é principal problema

Segundo a Oi, operadora responsável por todos os telefones públicos instalados no Rio Grande do Sul desde 2008, cerca de 15% dos aparelhos são danificados mensalmente por atos de vandalismo. “Em alguns casos, as equipes da empresa consertam os aparelhos e eles são danificados no mesmo dia”, afirmou a Oi em nota.

A empresa também afirma que os principais problemas decorrentes do vandalismo são: defeitos em leitora de cartões, monofones e teclado, além das pichações e colagem indevida de propagandas nos aparelhos e nas folhas de instrução de uso, prejudicando o entendimento das orientações pelos usuários.

Segundo a Oi, com a queda no consumo nos orelhões, hoje apenas 0,04% da planta de telefones públicos da empresa gera receita suficiente para o pagamento do próprio custo de manutenção deles. Dados da própria Oi apontam que 68,2% dos orelhões não geram chamadas tarifadas e 29,9% não são sequer utilizados.

A empresa, porém, alega que atende às disposições que constam no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), criado por decreto presidencial em 2011, e que investe constantemente em estudos de sua planta telefônica.

Como denunciar

Além de o vandalismo ser considerado crime previsto no Código Penal, a própria Oi mantém um canal para denúncias de problemas em orelhões, por meio do telefone 10314. A ligação é gratuita.

Número de orelhões por bairro

Indisponibilidade de orelhões por bairro

Deixe seu comentário

Comentar sem criar conta

0
Termos e Condições.

Comentários