Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas diz que Vacix não era associada

por Jornal Canudos

A Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC) repudiou a ação da clínica de vacinação Vacix, em Novo Hamburgo, interditada cautelarmente na quarta-feira (14). A Polícia Civil descobriu, por meio de uma denúncia anônima, que o local oferecia vacinação contra a febre amarela sem procedência, e em alguns casos, as ampolas não eram administradas nos pacientes. Na ação, a proprietária foi detida. Segundo a associação, a clínica interditada não estava associada à entidade.

"É com grande tristeza e preocupação que recebemos essa notícia da prática indevida da vacinação. Essa nossa preocupação foi anunciada durante consulta pública da nova RDC, publicada em dezembro de 2017. Hoje, vendo essa notícia, percebemos que a nossa posição estava correta. Flexibilizar a legislação tornando-a ainda mais branda em um setor no qual a fiscalização pública é frágil, possibilita que este tipo de ação ocorra em todo o Brasil", declarou Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC.

Segundo a associação, as clínicas de vacina, para serem autorizadas a funcionar, são obrigadas a ter um diretor técnico médico, visto que esta é a especialidade que tem mais conhecimento para garantir a saúde do paciente vacinado. "Acreditamos em equipes multifuncionais onde a responsabilidade técnica de médico e enfermeira seja exigida para que o serviço seja de qualidade", diz o presidente sobre a preocupação de que, em caso de eventos adversos, outros profissionais, que não médicos, não tenham o know how necessário para traçar o melhor procedimento para o paciente, visto que a vacina é um medicamento, mas a vacinação é um serviço médico.

Deixe seu comentário

Comentar sem criar conta

0
Termos e Condições.

Comentários