Novo Hamburgo em alerta pela proliferação do Aedes aegypti

por Jornal Canudos

A Prefeitura de Novo Hamburgo divulgou números preocupantes da infestação do mosquito Aedes aegypti no Município. Os dados medidos pelo chamado Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) apontam que a cidade tem índice 4,1, acima de 4, o que já indica um risco potencial do surto de doenças relacionadas ao inseto, como dengue, zika e chikungunya.

O levantamento, atualizado em novembro de 2017, indicou que a grande maioria dos bairros de Novo Hamburgo apresenta risco iminente à saúde pública ou alta probabilidade de surto de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Apenas os bairros Centro, Ouro Branco e Lomba Grande registram índices considerados satisfatórios, de acordo com o Ministério da Saúde.

Diante dos dados, o secretário municipal de Saúde, Naasom Luciano, destaca que a batalha do combate ao mosquito-da-dengue é de todos e se concentra em eliminar os focos de transmissão de doenças. “A Prefeitura precisa que a comunidade também se conscientize para que sejam trabalhadas de forma integrada as ações relacionadas à prevenção e ao combate ao Aedes, como se estivéssemos sempre em período altamente endêmico”, afirma.

Já a coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde em Novo Hamburgo, Julyana Matos, sublinha que a população deve ficar sempre atenta. “O mosquito pode pôr ovos em uma tampinha de garrafa pet que ficou esquecida no pátio e acabou acumulando água”, exemplifica. “Ralos e calhas, assim como pneus, também merecem atenção redobrada”.

Inverno atípico em 2017

De acordo com o coordenador do Convênio de Combate e Prevenção à Dengue em Novo Hamburgo, o biólogo Paulo Henrique Schneider, da Universidade Feevale, o atípico inverno do ano passado entra na conta da infestação de insetos. “A ausência de períodos com baixas temperaturas, porque o frio proporcionaria reduções das populações de mosquitos, é um fator a ser considerado quando se observa aumento de riscos”, observa.

A única maneira de se contrair as doenças relacionadas ao Aedes é por meio da picada de mosquitos infectados com o vírus das três patologias. O mosquito-da-dengue só passa a transmitir doenças após picar uma pessoa infectada. Jamais diretamente de uma pessoa para outra.

Já foi notícia

O Jornal Canudos antecipou, na edição 514, dos dias 29 de setembro a 5 de outubro de 2017, o risco que um potencial surto das três patologias relacionadas ao Aedes aegypti poderia trazer a Novo Hamburgo. Na época, doze bairros da cidade tinham o LIRAa acima de 4. O recordista foi o Industrial, com índice 10,4.

Números

- 2.922 focos do Aedes aegypti foram encontrados em Novo Hamburgo em 2017

- 39 casos suspeitos de dengue foram notificados à Secretaria Estadual de Saúde (SES) no ano passado, porém nenhum foi confirmado

- 14 casos de zika foram notificados e nenhum confirmado - 20 casos de chikungunya foram notificados, e houve uma confirmação

Como prevenir o mosquito

- Se a residência tiver piscina, que fique coberta, mas de maneira firme e segura, para que a capa não saia do lugar com o vento e nem acumule água. Também podem ser utilizadas telas específicas para piscinas, encontradas no comércio, com a finalidade de evitar a proliferação de mosquitos

- Manter as piscinas sempre limpas, independentemente do uso de capas e/ou telas

- Em potes usados para uso de animais de estimação, a limpeza deve ser feita com água e sabão e/ou água e detergente. Esfregue com esponja ou escova no fundo e nas laterais dos recipientes, enxaguando bem após a higienização

- A limpeza e troca de água dos bichos de estimação deve ser feita diariamente, tanto pela prevenção de focos de Aedes aegypti quanto pelo bem-estar animal

- Colocar areia ou terra nos pratinhos dos vasos de plantas ou retirá-los para uma área coberta onde não acumule água

- Telar os ralos externos das construções, pois o mosquito pode se proliferar nessa água que fica parada

- As calhas devem estar sempre limpas para se evitar que entupam e acumulem água

- A caixa d´água tem de ficar sempre fechada e, se possível, com a tampa amarrada

- Mantenha garrafas emborcadas para baixo, mas o melhor é que não fiquem expostas

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