Conheça a história de superação da guerreira Fran

por Jornal Canudos

Os olhos claros refletem também a esperança de Francielle dos Santos Borges. Moradora de Novo Hamburgo e portadora de um tipo raro de nanismo, ela pede ajuda para realizar um procedimento cirúrgico para corrigir uma má-formação na coluna, que já ocasionou lesões nas vértebras cervicais C1 e C2 e na medula espinhal. É a 18ª intervenção nos 18 anos de vida da jovem.

O tratamento que pode resolver a situação é feito, de graça, apenas em Brasília, na Rede Sarah, um dos hospitais mais conceituados no Brasil em tratamentos de reabilitação. Porém, tanto ela quanto a mãe, a artesã Eliane Rosa dos Santos, 52, pedem R$ 10 mil por meio de uma “vaquinha” pela Internet, para custear a viagem de ambas, além da permanência na capital federal por um mês. A campanha, criada em janeiro, foi criada por amigos.

A história da família pode ser considerada de superação. Elas, mais o pai de Francielle, aposentado devido à deficiência visual, e o irmão mais novo da jovem, vivem em uma casa alugada no bairro de Hamburgo Velho. Apenas Eliane trabalha, criando peças em papel e crochê, que são vendidas em outras cidades.

Alto risco

A gravidez de Eliane era de alto risco, e alguns órgãos da filha também não se desenvolveram corretamente durante a gestação, o que causou as sequelas na jovem. Ao longo dos anos, Francielle passou por diversos médicos e hospitais, e conviveu com o implante de uma válvula, que reduzia a pressão na medula, dos 6 meses aos 14 anos de idade.

Porém, há alguns meses, já sem o aparelho, as dores retornaram, assim como a necessidade de uma nova cirurgia. Desta vez, há o risco de a jovem ficar tetraplégica e com a respiração comprometida mesmo com a intervenção, devido à complexidade do caso.

Fran, como é conhecida, atuava como atendente de SAC em uma companhia de Campo Bom, mas teve de sair do emprego devido às intensas dores. “O convênio da empresa dela mudou e passou a não cobrir as despesas com ela. Além disso, o INSS tem negado o direito ao benefício, mesmo com a solicitação do cirurgião de coluna”, revela a mãe.

Francielle também é modelo de moda inclusiva e já participou de desfiles. Ela estudava Administração na Universidade Feevale desde o ano passado, mas teve, em 2018, uma conquista que enche de orgulho a mãe: passou em primeiro lugar para o mesmo curso na UFRGS com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio. “Fico um pouco apreensiva com o que pode ocorrer após a cirurgia, mas tenho fé em Deus que tudo vai dar certo”, diz Fran. A pequena guerreira quer sonhar ainda mais longe.

Para ajudar

- Acesse a vaquinha online: http://bit.ly/todospelaFran

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