Buraqueira em ruas de Novo Hamburgo provoca transtorno para moradores e motoristas

por Jornal Canudos

Buracos e mais buracos já fazem parte da rotina de quase todo cidadão hamburguense. Não há quem não tenha presenciado desníveis em ruas e avenidas, mesmo que não transite pelo Município. O Jornal Canudos visitou dois pontos em Novo Hamburgo, que pela quantidade e extensão das crateras, podem ser considerados “críticos”, e constatou o óbvio: moradores incrédulos com a falta de solução permanente, e motoristas sem alternativas.

Na Rua Bruno Werner Storck, a principal via da Vila Getúlio Vargas, no bairro Canudos, um trecho de 300 metros entre a EMEF Tancredo Neves e a Avenida dos Municípios conta com, pelo menos, duas dezenas deles. O fluxo provocado pelo trânsito desviado da ERS-239 amplia a deterioração da via. A esperança dos moradores é com a conclusão da ponte sobre o Arroio Pampa, prevista ainda para este semestre.

A autônoma Lisiane Della Libera, 31 anos, tem um comércio em frente a um dos maiores buracos da rua, que tem um metro de diâmetro e 10 centímetros de profundidade. “Quando alguém passa por dentro dele, até a casa treme”, afirma. Lisiane mostra as rachaduras provocadas por estes tremores. “Colocamos brita, aterro, mas a primeira chuva já leva. Falamos com vereadores e a Prefeitura, mas não nos passam uma solução.”

Acidentes

Segundo ela, acidentes são frequentes na área. “Esses dias, um motoqueiro caiu aqui”, conta. A dona-de-casa Santa Zanchett, 50, moradora há 12 anos da vila, reforça o coro. “Faz tempo que a Prefeitura veio aqui. Avaliaram e depois foram embora”, relata. No dia em que a reportagem esteve no local, trabalhadores da empresa responsável pela conservação das calçadas em Novo Hamburgo realizava a pintura do meio-fio.

Outro ponto onde a buraqueira é ainda mais visível chama-se Rua Expedicionário, no bairro São Jorge. A via é referência para quem se desloca entre o bairro e Canudos, e para agravar a situação, está localizada nos fundos da obra de um condomínio, onde todos os dias trafegam caminhões pesados. “Os buracos já existiam, mas aumentaram há uns dois anos, quando começou a obra”, queixa-se a aposentada Eva Leal, 71. “Às vezes até nos assustamos com o tamanho do descaso aqui. Parece até que nos abandonaram”, diz ela.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura Municipal, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que “a Secretaria Municipal de Obras Públicas, Serviços Viários e Urbanos (Semopsu) conta com duas equipes que atuam em vários bairros da cidade. No bairro Canudos, as vias Ícaro, Bartolomeu de Gusmão e Nobel receberam recentemente serviços de recuperação asfáltica. No bairro São Jorge, foi contemplada a Rua Arthur Momberger. As ruas citadas pelos moradores estão no cronograma da Semopsu e, em breve, também serão contempladas.”

O que diz a construtora

Em nota, a MRV Engenharia, responsável pela obra na região, afirma que “respeita as manifestações das comunidades onde atua e assegura aos moradores do bairro São Jorge que o empreendimento ali localizado atende a todos os requisitos legais, regulatórios e ambientais. A construtora tem ciência dos problemas e estará dando as devidas tratativas nos próximos dias”.

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